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Não é uma missão
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Catching Elephant is a theme by Andy Taylor
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OBS. Somos um grupo de amigos que queremos investir uma parte do nosso tempo, dinheiro, disposição e orações na vida de pessoas que a sociedade sabe onde estão, porém preferem tratá-las como invisíveis.
O crack é uma droga derivada da cocaína e se espalhou pelos Estados Unidos, Brasil e vários países nos anos 80, tornando-se uma epidemia de proporções alarmantes.
Com imagens gravadas na Cracolândia em São Paulo, o documentário Crackfix dirigido por Weslei Vianna, apresenta algumas consequências do uso do crack e a necessidade da conscientização de todos a respeito dessa droga.
Através de depoimentos de usuários, familiares e pessoas envolvidas no resgate da drogadição, o vídeo aponta a saída aos usuários de crack no apoio da Família, Sociedade, Poder Público e Deus.


Confira alguns:
“Deixei de escovar os dentes e de tomar banho. Vivia apenas para fumar crack. Não conseguia nem cuidar das minhas filhas. Mandei a de 15 anos estudar no Canadá e a de 12 morar com o pai, em Porto Alegre.
Troquei tudo o que tinha dentro de casa pela droga: televisão, eletrodomésticos, roupas… Fumava quinze pedras por dia. Minha família, desesperada, não sabia o que fazer. Venderam meu apartamento e meu carro. Quando consegui dar um tempo, voltei a trabalhar. Mas, ao receber o primeiro salário, troquei tudo por crack. Recaí de novo. É difícil controlar a fissura.”
F.O., 29 anos, separada, auxiliar administrativa
“Usava cocaína desde os 17 anos. Um dia, aos 27, fui comprar pó, não tinha e me apresentaram ao crack. Foi uma substituição automática. Sempre fumei sozinho, trancado em hotéis e motéis. Uma vez, sumi e cheguei a ficar dois meses dentro de um deles. Depois que passava o efeito da droga, vinham a paranoia e a mania de perseguição. Eu via até helicóptero descendo pelas paredes para me pegar.
Fui internado várias vezes, a maioria involuntariamente, o que é péssimo. O crack é o barato que sai caro. Já gastei 300, 400 reais por dia para comprar 30 gramas. Vendi som de carro, televisão de casa, objetos pessoais, roupa. Quando você volta para a sociedade, percebe que parou no tempo, e isso é muito frustrante.
Como tenho muita dificuldade de lidar com isso, acabo recaindo. Cheguei a ficar três anos limpo, mas voltei a beber e aí adeus. Com o crack você não tem opção: ou vai para a clínica ou morre. No último dia 22 de abril, internei-me pela trigésima vez.”
F.A.L., 37 anos, pecuarista, separado, três filhos, internado no Instituto Bairral, uma clínica de Itapira

“Nasci e cresci no Itaim e sempre estudei em escolas particulares. Aos 16 anos, era um maconheiro inveterado. Não apenas por modismo, mas também porque tinha autoestima baixa e era tímido. Passei a usar cocaína e injetáveis. Descobri como se fazia crack em casa e passei a fumar.
Tive dois filhos e, em 1999, depois de tentar parar, eu me internei pela primeira vez. Fiquei limpo por mais de cinco anos, quando decidi voltar a estudar. Em 2006, finalmente eu me formei em administração e, para comemorar, decidi tomar uma cerveja. Mas o álcool é um gatilho para a droga. Recaí e fumei todas as pedras a que tinha direito. Sou daquele tipo que acaba com o estoque do traficante. Apesar disso, nunca deixei de atender às necessidades de meus dois filhos e de minha mulher.
Hoje alterno períodos de seis meses sem usar, mas sempre recaio. Chego a ficar dois dias fora de casa. Virei um ‘noia’. Por insistência da família, decidi me internar no último dia 8. Fui para a clínica só com a roupa do corpo e com a vontade de ficar livre disso de uma vez por todas. Hoje sei que sou doente. Preocupo-me com meus filhos e com minha mulher, que nem sei mais se ainda tenho.”
M.G.O., 41, empresário, dono de postos de gasolina

“Cometi todo tipo de loucura para conseguir crack. Pedi esmola, pegava comida no lixo e até assaltei com arma. Depois, ao me lembrar do rosto das vítimas, sempre me arrependia. Cheguei a pesar 37 quilos e até a me prostituir por duas vezes para conseguir algumas pedras.
A depressão é tão forte que tentei me matar por três vezes, uma delas em frente à minha terapeuta. Ainda bem que ela impediu. Fumo 25 pedras por dia. Estou internada desde o dia 26 de abril e está difícil ficar sem o crack.”
Ana, 34 anos, estudante de massoterapia
Recebemos do ministério ARCA o vídeo mostrando o trabalho que eles estão realizando em Recife. Veja até o final e responda: Qual é o papel da Igreja em relação as profissionais do sexo?
Trailer CRACKFIX - com o projeto Retorno
A Missão CENA durante os três meses mais frios do ano se abre para abrigar as pessoas em situação de rua durante a noite. Como se sabe, a Missão CENA não tem ajuda governamental e trabalha com voluntários que querem mostrar o amor de Deus às pessoas necessitadas.
Assim, tomo a liberdade de transmitir em anexo a lista das necessidades para a abertura do albergue neste inverno.
Quem puder ajudar, faça contato comigo ou fale diretamente com o João Batista, que nos lê em cópia.
Se vc pessoalmente não pode, transmita este e-mail à sua lista de contato, preferencialmente com cópia para o João: joaoboca@yahoo.com
Em tempo: A Comunidade Evangélica Nova Aurora (CENA) está situada no Centro de São Paulo, na famosa “Boca do Lixo” e auxilia drogados, prostitutas, travestis e pessoas em situação de rua.
Para maiores informações acesse o site: www.missaocena.com.br
Lista das necessidades do albergue
1 – 90 kg de Café
2 – 450 litros de Leite
3 – 14.400 Pães
4 – 90 Kg de Açúcar
5 – 10 Kg de Manteiga
6 – 90 Kg de Chá Mate
7 – 100 Creme Dental
8 – 200 escova Dental
9 – 100 Sabonetes
10 – 5 Fardos de papel higiênico
11 – 2 Caixas de detergente
12 – Kit primeiros socorros
13 – 80 toalhas
14 – 80 Pijamas
15 – 80 chinelos
16 – 100 lençóis com elástico
17 – 100 Cobertores
18 – 100 Fronhas
19 – R$ 2.000,00 – Para pagamento de contas de água e luz.
20 – 100 - Porta sabonete.
21 – Produtos de limpeza em geral: desinfetante, cândida, veja, sabão em pó.
22 – Roupas masculinas: calças, blusas, moletons, sapatos, meias, cuecas.
‘’Todas essas necessidades acima são para 3 meses de albergue’’
“Necessidades de voluntários para ajudar-nos, nos pernoites durante o albergue”
Impressões que tivemos na cracolândia:
@marcogomes / @talitaribeiro / @wesleivianna / @kleberpessoa / @trooliveira / @ZinhoDSousa / @tatanascimento e mais uma galera que não estava no dia da gravação
@fernandomatias